Judocas fazem preparação em Lisboa

Parte das judocas que integram a seleção brasileira viajam, hoje, com destino a Lisboa, para realizar mais uma etapa da preparação para os Jogos Olímpicos de Pequim. Em Portugal, o grupo terá sete dias de treinamentos antes de competir na Super Copa do Mundo de Paris e na Copa do Mundo de Budapeste. O primeiro torneio acontece já no próximo fim de semana. Já o campeonato que será disputado na Hungria está marcado para os dias 16 e 17.
Para a técnica da equipe, Rosicléia Campos, o intercâmbio é fundamental. ‘Será muito positivo. Não tenho dúvida que as etapas da Copa do Mundo neste ano serão as mais difíceis dos últimos tempos. Muitas atletas na Europa estão buscando o ranqueamento continental para a Olimpíada e, por isso, todas as categorias serão muito acirradas’, afirmou.
Apenas uma das judocas da seleção já tem vaga garantida em Pequim. Campeã do Pan e quinta colocada no Mundial, Érika Miranda (meio-leve) se classificou automaticamente. Já Sarah Menezes (ligeiro), Ketleyn Quadros (leve), Vânia Ishii (meio-médio), Maria Portela (médio), Claudirene Cezar (meio-pesado) e Aline Puglia (pesado) ainda buscam vagas nos Jogos. A gaúcha Mayra Aguiar, da Oi/Sogipa, integra o segundo grupo que irá a Europa.
Fonte Correio do Povo

SC – JUDOCAS JÁ SE MOVIMENTAM

Considerável número de judocas catarinenses já se movimenta com vistas às seletivas nacionais que acontecerão a partir do dia 23 de fevereiro. Segundo a FCJ, ainda não há detalhes a respeito das inscrições, contudo adianta que em breve, ou mais precisamente no Curso de Atualização e Padronização, a ser realizado nos 8, 9 e 10 de fevereiro em Florianópolis, serão fornecidas maiores informações a respeito.

Fonte FCJ

Tiago Camilo ou Flávio Canto: só um vai a Pequim

Judocas disputam mesma vaga na categoria meio-médio

 

Dois dos principais judocas brasileiros estão em disputa pela mesma vaga na Olimpíada de Pequim, na categoria meio-médio (até 81kg). Enquanto Tiago Camilo, paulista que treina na Sogipa, de Porto Alegre, vem acumulando vitórias consecutivas — foi ouro no Pan e campeão no Mundial, ambos no Rio —, o carioca Flávio Canto teve um ano conturbado por conta de lesão no cotovelo.

A briga é antiga. Em 2004, na véspera da Olimpíada de Atenas, Tiago — que em Sydney/2000 foi prata na categoria leve — estava vencendo o confronto pela seletiva nacional, mas, nos segundos finais, acabou punido por falta de combatividade. Na ocasião, ele chegou a pedir na Justiça o direito à vaga. Porém, a decisão foi mantida, e, na Grécia, Canto conquistou o bronze.

Para Pequim/2008, ficou combinado que já estaria classificado quem fosse campeão no Pan e chegasse à final no Mundial. Requisitos preenchidos pelo gaúcho João Derly (-66 kg) e por Tiago Camilo. Mas o judoca paulista conquistou o Pan numa categoria diferente (-90 kg), em um acerto com a Confederação Brasileira de Judô (CBJ) — o titular, Carlos Honorato, foi cortado por má fase.

A escolha da CBJ será em março, após avaliação dos judocas na Supercopa do Mundo, de 23 a 28 de fevereiro, em Hamburgo, e na Copa do Mundo, de 1º a 3 de março, em Praga. Não haverá confronto direto entre Tiago, 24 anos, e Flávio, 32.

— O cara que é campeão do mundo, independentemente do que aconteça, deve ser garantido na Olimpíada. O grande prejuízo é que eu poderia estar treinando focado nos Jogos — desabafa Tiago, 33 vitórias (29 por ippon) em 36 lutas internacionais no ano passado.

Confiante na convocação, Tiago prefere não polemizar com Flávio:

— Este momento não é de se preocupar com coisas pequenas, e sim de treinar e evoluir.

Entretanto, seu técnico, Antônio Carlos Pereira, o Kiko, mostra-se revoltado:

— Minha paciência está se esgotando. Ele foi o melhor do mundo no ano passado. Será que Jadel Gregório (salto triplo) e Fabiana Murer (salto com vara), atletas com resultados inferiores, estão preocupados com seletiva? Claro que não! Já estão pensando em cubanos, americanos, franceses.

Do outro lado, Flávio Canto sabe que terá que melhorar muito.

— Espero que na Europa eu não esteja do mesmo jeito em que estava nas seletivas nacionais (disputada em novembro apenas pelos atletas que não participaram do Mundial no Rio). Tive pouco tempo hábil por causa da lesão e estava muito mal preparado – admite o carioca, que custou a vencer o jovem Felipe Braga para manter a esperança de ir a Pequim.

De acordo com o coordenador técnico da seleção olímpica, Ney Wilson Silva, a disputa deve ser encarada de forma positiva.

— Esse problema de indecisão é ótimo. Eu queria tê-lo em todas as categorias. Mas a tendência natural é de que a vaga seja do Tiago. É remota a possibilidade do Flávio, mas não se pode descartá-la. Se o desempenho dos dois na Europa for semelhante, a vaga será do Tiago, porque levaremos em conta o histórico — garante Ney Wilson.

Janaina Kalsing – janaina.kalsing@zerohora.com.br

Pódio olímpico

O judô é o terceiro esporte que mais trouxe medalhas olímpicas para o Brasil. São 12 – a vela é a campeã, com 14, e em segundo lugar está o atletismo, com 13.

2 ouros

3 pratas

7 bronzes

- A primeira medalha foi conquistada em Munique/1972, por Chiaki Ishii, bronze na categoria meio-pesado masculino.

- Aurélio Miguel é o único judoca com duas medalhas, ambas na categoria meio-pesado: ouro em Seul/1998 e bronze em Atlanta/1996.

- A olimpíada em que o Brasil subiu mais vezes ao pódio foi a de Los Angeles/1984: prata para Douglas Vieira (meio-pesado masculino) e bronze para Luís Onmura (leve masculino) e Walter Carmona (médio masculino).

- O judô feminino nunca conquistou medalha.

RS sediará o primeiro Sul-americano Master e de Kata

Confirmado pelo Sr. Jorge Biasio, Diretor da World Master Association para a América do Sul, a realização em solo gaúcho do 1º Sulamericano Master e de Kata. O mesmo deve ser realizado entre os meses de agosto e outubro deste ano, em data e local ainda a serem determinados. Este evento será um marco no estímulo ao judô máster no Estado e entre os países do cone sul.
Estamos desde já a procura de parceiros para a realização deste grande evento.

 
Fonte FGJ

Seleção masculina encerra treinamento em São Paulo

Equipe trabalha visando aos torneios na Europa, onde terão seu desempenho observado pela comissão técnica

A seleção brasileira de judô encerrou nesta sexta-feira (25/1), em São Paulo, o período de treinamento visando aos torneios na Europa em fevereiro e março. Participaram dos treinos no Centro Olímpico os atletas Alexandre Lee (-60kg), Denilson Lourenço (-60kg), João Derly (-66kg), Leandro Cunha (-66kg), Leandro Guilheiro (-73kg), Victor Penalber (-73kg), Tiago Camilo (-81kg), Flávio Canto (-81kg), Eduardo Santos (-90kg), Hugo Pessanha (-90kg), Luciano Correa (-100kg), Leonardo Leite (-100kg), João Gabriel Schlittler (+100kg) e Walter Santos (+100kg).

Para o técnico da seleção brasileira, Luiz Shinohara, o treinamento em São Paulo foi muito positivo.

“Cumprimos tudo o que planejamos para esta semana e foi bastante produtivo. Nossa intenção era passar para os atletas um treinamento que os estimulassem, pois estão às vésperas de uma série de competições decisivas na Europa”, diz Luiz Shinohara.

O treinador disse também que o intuito desta semana de trabalho na capital paulista era já manter a equipe em concentração.

“Todos os atletas estão muito focados para os torneios na Europa, principalmente pelo fato de serem neles onde a comissão técnica irá observá-los para definir a equipe que vai às Olimpíadas de Pequim 2008. Agora eles retornam aos seus clubes e fazem uma semana de polimento final”, afirma Shinohara.

O primeiro grupo de atletas, formado por Denílson Lourenço (-60kg), João Derly (-66kg), Victor Penalber (-73kg), Flávio Canto (-81kg), Hugo Pessanha (-90kg), Luciano Correa (-100kg) e João Gabriel Schlittler (+100kg), embarca no dia 6 de fevereiro para a França, onde disputam a Super Copa do Mundo de Paris.

Fonte CBJ

Feminino persegue primeira medalha e vaga olímpica no pesado

 Marta Teixeira – São Paulo (SP)

Se a equipe masculina de judô do Brasil tem como objetivo para os Jogos Olímpicos de Pequim voltar com quatro medalhas, as judocas nacionais ainda perseguem o sonho de quebrar o tabu e conquistar a primeira medalha olímpica da categoria. “Continuo acreditando na equipe”, diz a técnica Rosicléia Campos.

A meta de desempenho não é o único desafio do grupo, que ainda precisa colocar a categoria pesado entre as classificadas para Pequim. Atualmente, o Brasil asseguraria seis vagas pelo ranking pan-americano da modalidade. O país lidera a lista nas categorias meio-pesado e leve e ocupa a segunda colocação nas demais. A exceção é o pesado, no qual competem as brasileiras Priscila Marques e Aline Puglia.

”As meninas têm de pensar em ranquear, não se machucar e treinar para as Olimpíadas”, desabafa a treinadora, que tem conjugado a preocupação com a preparação do grupo aos cálculos matemáticos. ”Precisamos fazer todos os cálculos possíveis para ver se há chances de alguém nos passar. Tudo é questão de contar mesmo”, diz a treinadora, admitindo que tranqüilidade é palavra inexistente em seu vocabulário quando o assunto é a briga pela vaga olímpica. “Não estou nem um pouco tranqüila porque nosso objetivo é levar as sete categorias”.
O ciclo olímpico da seleção começou já com a preparação para o Pan-americano. “Queríamos sete pódios no Pan e algumas entre as cinco (melhores) do Mundial. Chegamos perto no Mundial (com Érika Miranda na quinta posição), mas poderia ter sido muito melhor. Detectamos algumas falhas, mas ainda dá tempo para corrigir”, avalia a treinadora.

Entre as correções previstas está um estudo mais detalhado das adversárias, providência que tem sido posta em prática desde o Mundial. “Precisávamos de material para trabalhar mais taticamente. Ganhamos novos equipamentos (de filmagem) para isto e o trabalho de tática de luta, que elas já faziam conosco. Não temos muito tempo, mas vai ser o suficiente”.

Na Europa, a equipe nacional disputará quatro torneios entre fevereiro e março, divididos entre dois grupos. O primeiro, formado por Sarah Menezes (-48kg), Érika Miranda (-52kg), Ketleyn Quadros (-57kg), Vânia Ishii (-63kg), Maria Portela (-70kg), Claudirene Cezar (-78kg) e Aline (+78kg), disputará a Super Copa do Mundo de Paris e a Copa do Mundo de Budapeste. O segundo, composto por Daniela Polzin (-48kg), Andressa Fernandes (-52kg), Érika, Danielle Zangrando (-57kg), Danielli Yuri (-63kg), Mayra Aguiar (-70kg), Edinanci Silva (-78kg) e Priscila Marques (+78kg), participará da Super Copa do Mundo de Hamburgo e da Copa do Mundo de Varsóvia.
A comissão quer usar a turnê para fazer uma panorâmica do que pode esperar do grupo nesta temporada. “As meninas estão voltando agora, enquanto os europeus já estão no auge da preparação deles. Se as atletas forem bem por lá, vão endossar o que eu penso do grupo. Não falo em medalhas na Europa, mas em fazer boas lutas porque é impressionante o que elas crescem nesta fase entre treinamento e competição”.

A titular da equipe será anunciada em março e, em abril, a seleção participa do Campeonato Pan-americano, em Miami, nos Estados Unidos, para definir sua situação no ranking. “Neste 20 dias (de lutas na Europa), elas vão ter de tirar o máximo proveito porque isso vai decidir suas vidas”.

FONTE: Gazeta Esportiva – São Paulo

 

Instituto Podium e Fundergs assinam convênio

Na terça-feira, 29, será assinado um convênio entre o Instituto Podium – pertencente ao judoca gaúcho João Derly, bicampeão mundial, da equipe Oi/Sogipa – a e Fundação de Esportes e Lazer do Estado do Rio Grande do Sul (Fundergs). Com a assinatura, serão beneficiadas, inicialmente, 100 crianças entre 9 e 13 anos. A partir de março, os participantes terão aulas de judô.

Presidente da União Pan-americana ‘esculhamba’ Paulo Wanderley

Ref.: carta assinada por Jaime Casanova, presidente da União Pan-americana de Judô (UPJ) e vice-presidente da Federação Internacional de Judô (FIJ), endereçada a Paulo Wanderley Teixeira, presidente da Confederação Sul-americana e Brasileira de Judô.

Dentre várias acusações, Casanova destaca outras “contribuições” do dirigente brasileiro: trair os ideais revolucionários latino-americanos, usurpador, motivo de vergonha para os pan-americanos, prejudicar de forma repugnante o desenvolvimento do judô pan-americano, desinformado, forçar cargos para aliados políticos e mais, muito mais…

Desta vez Paulo Wanderley abusou da sua usual prepotência e tentou interferir na política esportiva peruana: se deu mal.

Os dois dirigentes (Casanova e Wanderley) estão em rota de colisão desde o ano passado quando o brasileiro integrou uma falsa comissão da UPJ para participar de uma reunião na Europa. Na sequência, com o advento do Mundial Sênior, no Rio, Paulo Wanderley não cumpriu a promessa de garantir passagens e hospedagens para todos os países participantes. Na ocasião, a falta de dinheiro foi apontada como principal motivo. Agora sabemos que não foi essa a razão. Paulo Wanderley “excluiu” aqueles que não afinam politicamente com ele. Vale lembrar que a Costa Rica foi o primeiro país a atacar a organização do Mundial. Wanderley sempre contou com a cobertura do “Tio Nuzman”. Depois dessa, vamos ver até quando a festa vai durar.

Resumindo, a carta é pesada, humilhante e expõe o dirigente brasileiro de forma vergonhosa e contundente.

Serviu, também, para constatarmos que ele (Paulo Wanderley) não atrasa só o desenvolvimento do judô nacional: agora, está exportando esse “know how” de graça e sem qualquer entrada de divisas para o país.

A atenção exclusiva para com os resultados internacionais da equipe principal mantém a base no esquecimento. Se não é seleção é resto… Mas a coisa não é bem assim. Esse “resto” é que mantém a CBJ política e financeiramente. E isso vai durar até a hora em que os presidentes das federações enxergarem que são os verdadeiros representantes da realidade do judô no Brasil. Sabem, mais do que ninguém, o que é necessário para mudar o quadro. Basta analisarem suas contabilidades e perceberem que os resultados internacionais só têm gerado receita e dividendos (políticos e financeiros) para a CBJ. Alguns lembram que o Mamede, pelo menos, levava a turma para viajar… Coleginho viciado esse, não?

Carlos AMC Cunha -JUDOBRASIL

Começa a contagem regressiva para a II Brazil Judo World Cup

Etapa brasileira da Copa do Mundo de Judô será em maio

 
A partir desta quinta-feira começa a contagem regressiva para a II Brazil Judo World Cup, a etapa brasileira da Copa do Mundo de Judô. O evento, que acontecerá mais uma vez em Belo Horizonte (MG), promete um recorde de participantes. No site da CBJ, o torcedor brasileiro poderá acompanhar pela contagem regressiva quantos dias faltam para a competição.

Em 2007, a etapa brasileira contou com a presença de 16 países e de alguns dos maiores nomes da modalidade, sendo 24 medalhistas olímpicos e mundiais.

A Copa do Mundo de Belo Horizonte foi o mais profissional evento já realizado até então pelo Judô Pan Americano, e serviu como termômetro para o Campeonato Mundial em setembro. Foi ainda um grande sucesso de público e mídia.

“Nossa expectativa é superar o número de países participantes. Trabalhamos para chegar à 25 nações no campeonato. A Copa do Mundo de Belo Horizonte tem a importância de consolidar a posição do judô brasileiro como excelência em organização de eventos, já que os resultados dos nossos atletas falam por sim”, diz o presidente da CBJ, Paulo Wanderley Teixeira.

A seleção brasileira promete brilhar novamente na Brazil Judo World Cup. Neste ano, o país competirá com quatro equipes completas: Sênior, Sênior B, Sub-23 e Júnior.

“A Brasil Judo World Cup é hoje o maior evento do judô nacional e a CBJ aplica nesta etapa no Brasil alguns dos conceitos mais modernos de marketing esportivo, transmissão de tv e entretenimento. Isso tudo sem esquecer das principais estrelas do espetáculo, os atletas, que recebem tratamento especial e as melhores condições de hospedagem, alimentação, competição e treinamento. É hoje a única etapa de World Cup realizada nas Américas e acontece em uma das arenas mais modernas do mundo”, diz Mauricio Santos, diretor de marketing da CBJ e da Wh Sports.

Se competir no Brasil é especial, lutar em casa é ainda mais emocionante. Campeão Mundial no meio-pesado, Luciano Correa é natural de Brasília, mas tem Minas Gerias no coração. Há alguns anos o atleta trocou a capital federal pela terra do pão de queijo.

“Competir no Brasil é sempre especial e em Belo Horizonte é mais ainda. O calor da torcida mineira é único e sei que ela tem um carinho especial por mim”, diz o campeão mundial Luciano Correa, atleta do Minas Tênis Clube.

Fonte CBJ

 

Esta é a hora de crescer!

O dia 10 de janeiro é o marco da nova fase do judô gaúcho. Explica-se: é a data da última eleição da FGJ, onde, por aclamação, foi conduzido ao comando o professor Carlos Eurico da Luz Pereira. Desde esta data, a expectativa da comunidade judoísta é enorme em relação as mudanças. Todos esperam que, por um passe de mágica, a FGJ se transforme na melhor do Brasil. Mas como não há “merlin” que resolva, é melhor esperar para ver. Já diziam os antigos “cautela e canja de galinha não faz mal para ninguém”.
Assistimos a um presidente com “sangue no olho”. Com uma vontade inigualável em tornar o judô gaúcho competitivo e estruturado. A organização é a base desta nova gestão. O Rio Grande do Sul tem a oportunidade de crescer. Potencialmente, tem, só está faltando um pouco de organização.

Durante muito tempo, vimos atletas promissores deixarem o judô para buscar algo que os sustentassem; porque judô, aqui no sul, não enche barriga. Hoje, no RS, já é viável o judoca viver do judô. É o caso do João Derly, Tiago Camilo e seus companheiros de Sogipa. Porém, se não fosse os patrocinadores como seria possível? E é justamente esta parceria que está fazendo falta aos outros clubes em nosso Estado.

Enquanto, o judô gaúcho não conseguiu atrair grandes empresas para compor, viu o judô, outrora tão valorizado no Brasil, ser superados por Estados menos expressivos no cenário nacional. Isto gera algumas incógnitas: por que Estados do Nordeste do Brasil que não tinham tradição no esporte, hoje, são referência? Por que o judô gaúcho ficou estagnado? Por que os judocas, excluindo os da Sogipa, não podem se dedicar somente ao esporte? a culpa é de quem? Não vamos culpar só a falta de apoiadores (patrocínio ou será paitrocínio?). Um breve tempo para reflexão… tentemos procurar o que ainda pode ser melhorado.

Então, vamos aproveitar esta janela – de quatro anos – e arrumar esta modalidade olímpica em nosso Estado. Talvez, não tenhamos outra chance igual a esta. Em agosto, se Deus quiser, teremos três atletas daqui do sul nas Olimpíadas de Pequim e nosso Estado terá uma visibilidade enorme.

O presidente Carlos Eurico, juntamente com seus vices e diretores, está fazendo a parte dele. Já nota-se pela transparência de sua gestão, enxugamento de gastos e taxas justíssimas praticadas; bem como, a tentativa de trazer o judô escolar e comunitário para as fileiras da FGJ.

Somos sabedores que não será de uma hora para outra que as coisas se arrumarão. É exatamente por isso que se deve trabalhar em prol do nosso “Judô”. Em busca do tempo perdido, ou melhor, do crescimento.